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Vica Hickmann

Um pouco do meu mundo

E o Canadá?

Pensando em ir morar no Canadá algum dia, comecei a trabalhar com uma querida amiga de longa data, a Daniela Pereira. A Dani é a proprietária das franquias Canadá Intercâmbio em Porto Alegre e Novo Hamburgo há mais de 6 anos, já foi várias vezes para o Canadá e sabe tudo de intercâmbio para estudar.

A Canadá Intercâmbio é uma empresa canadense, fundada por 2 brasileiros, com sede em Vancouver e filial em Toronto, sendo a única empresa do gênero que possui escritórios para atendimento aos clientes brasileiros lá no Canadá. É uma empresa sólida e o pessoal é muito comprometido com a excelência no atendimento. Estou trabalhando com ela mais ou menos desde o início do ano e tem sido um ótimo aprendizado!

Se você quiser saber mais sobre intercâmbios (não só para o Canadá, mas também para quase qualquer lugar do mundo), seja para aprender ou melhorar outro idioma, seja para fazer um curso superior ou mesmo high school, entre em contato comigo!  vica.hickmann@gmail.com

Será um prazer poder te ajudar!

(A foto do post foi tirada do Instagram do Sean)

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Quero ir morar no Canadá!

E quem não quer, não é mesmo?

Hoje em dia é “moda”.

Eu não acho que seja moda. As grandes migrações modernas têm explicações sociais e econômicas e são objeto de estudos em diversas partes do mundo. Nós passamos por um grande ciclo de “a saída para o Brasil é o aeroporto” no final dos anos 80 e depois nos anos 2000. Muitos brasileiros acabaram indo para Europa e Estados Unidos.

Agora estamos vivendo este ciclo outra vez, e o Canadá tem atraído tantos imigrantes (não só brasileiros) em razão de suas políticas de imigração, que permitem uma imigração legal (ao contrário de muitos que foram para os EUA e Europa e levaram muitos anos para conseguirem legalizar sua situação, o Canadá oferece a possibilidade de você ir já como residente permanente, com praticamente todos os direitos – e deveres – de um canadense nato); e porque oferece oportunidades de uma vida melhor em vários sentidos, sendo, o principal deles, me parece, a segurança. Viver com segurança. Não ter medo de violência urbana.

É triste, por um lado, porque o Brasil está perdendo parte de sua população jovem, em idade produtiva, e população essa de indíviduos qualificados. A maior parte das pessoas que está migrando para o Canadá tem entre 25-35 anos, curso superior e já fala inglês. São profissionais que, com certeza, deixarão um vazio no mercado de trabalho e isso vai ser caro mais adiante.

Eu sempre tive o sonho de morar fora. Já pensei em Inglaterra, Austrália, Itália… Por um motivo ou outro fui postergando, mas agora engrenei no projeto Canadá e a idéia é ir logo. Mas vejam bem: o projeto Canadá, e isso dá pra ler em outros blogs, exige planejamento e dinheiro. E esse planejamento é uma preparação em vários sentidos: saber falar inglês (o que eu já sei há muito tempo, já fui professora, etc), juntar dinheiro, viajar ao Canadá (sim, eu acho essencial, acho uma temeridade se jogar para tentar imigrar sem nunca ter estado em alguma cidade canadense pra tirar uma febre – principalmente se você quer levar seus filhos, se vai em família – e, também, pra ter um visto e ficar no sistema deles), traduzir documentos, pesquisar e pesquisar e pesquisar…

A partir de agora vou tentar fazer posts mais frequentes aqui, falando mais sobre o Projeto #VivanoCanadá e dando dicas, etc. Também estou postando uns micro vídeos no Instagram Stories, segue lá @virginiahickmann

 

 

30 dias de 2017

Já passaram 30 dias deste ano e muita coisa aconteceu. Algumas pessoas acharam que em 2017 ninguém iria mais morrer e o mundo viraria um morango. Bom, tenho más notícias…

Não estou tentando ser depressiva, nem pessimista, embora ambos os sentimentos me assolem vezenquando. A realidade é que pessoas nascem e morrem todos os dias, mesmo, a morte nunca tira férias e em 2017 não seria diferente. Nesse início de ano já tivemos perdas e elas continuarão durante o resto do ano. E também já nasceram quase 12 mil pessoas no mundo nesses primeiros 30 dias de 2017, segundo o site Worldmeters. A morte faz parte da vida, é apenas uma parte do todo.

Faleceu recentemente Mary Tyler Moore (dia 25/1), e vi no Instagram uma coisa que eu achei muito legal: em vez das pessoas ficarem somente naquele negócio de RIP (rest in peace – descanse em paz), muitos artistas publicaram uma foto dela, agradecendo as coisas que ela fez na vida dela e como ela os influenciou de alguma maneira. Achei lindo e pretendo usar futuramente.

Eu comecei meu 2017 em Buenos Aires, num reveillon festa de aniversário que estava muito legal. E fez muito calor. Comemos muito sorvete e encaramos pesados desafios da pater/maternidade. Ainda assim, valeu a pena. Também porque fomos para o Uruguai, país que está aqui do ladinho e onde eu não ia desde 2004.

Fixei algumas metas para 2017:

  • ler 35 livros
  • emagrecer/ ter uma atividade física fixa/ alimentar-me melhor
  • retomar o Miracle Morning (fiz UMA manhã no mês)
  • fazer 6 cursos online inteiros (comecei um de primeiros socorros para bebês e crianças)
  • fazer um tratamento para tirar manchas da pele
  • investir no design de sobrancelhas
  • controlar com rédea curta meus impulsos consumistas

Eu já li 6 livros, falta 29! Uhu!

Achei que minha vida profissional ia dar uma progredida em janeiro, mas ainda nada. O que me deixa um tanto cabisbaixa, ressentida e insegura. Mas tenho fé que em fevereiro as coisas comecem a andar.

Nesses 30 dias de 2017, eu passeei, assisti 2 episódios de Bones, não vi nenhum filme no cinema ainda, fiz uns dias de yoga, fui a Itapuã, acolhi uma gatinha da rua (que está esperando gatitos – essa fofa da foto aí em cima), surtei, chorei, briguei, dei risadas, bebi bastante, repensei a minha vida umas 10 mil vezes, encontrei amigas, amei ser mãe e odiei ser mãe, andei de trem, ônibus, uber, cabify, dirigi muitos quilômetros, dirigi sem carteira (esqueci em casa, mais de uma vez – que fique bem claro que tenho habilitação e a minha vale até o ano que vem), vi inúmeros desenhos animados com a minha filha, fiz muito picolé caseiro, já doei do meu kefir 3x, tomei um banho de piscina só, tive uma infecção urinária e uma gripe, tive uma idéia para escrever um livro infantil, saí pouco, entreguei presentes, recebi um presente, fui na manicure uma vez, mandei imprimir coisas numa gráfica, comprei um monte de coisas pro aniversário da minha filha, tudo não necessariamente nesta ordem.

Em fevereiro minha peque faz aniversário e até o final de fevereiro teremos gatitos pela casa. Que serão doados tão logo eles possam ser doados (se eu pudesse ficaria com todos, mas não posso).

Resolvi começar um diário da gratidão familiar. Toda noite, escrevermos 2 coisas pelas quais somos gratos no dia. Depois conto como vai acontecer.

Existem mil coisas que me incomodam no mundo. Mas reclamar não muda elas. Então o jeito é ler e fazer o que Gandhi disse (mas que ele, na real, não foi inteiramente): seja você a diferença que quer ver no mundo.

O jeito é continuar tentando. Que venha fevereiro (amanhã me dei como dia de descanso).

Leia também: 17 dias de 2017, por Lee Crutchley.

Então é natal…

E o que você fez?

O que nós fizemos?

Por que o mundo está do jeito que está?

Hoje foi um dia normal. Na minha casa. Primeiro dia de férias, dia de arrumação, preparativos para a viagem que acontece amanhã. Nada muito longe, não estamos podendo (neve no Canadá, te queria!).

Apareceu uma gatinha e estou, no meio das arrumações, tentando fazer ela vir aqui de novo, pra pegar e deixar com uma pessoa que eu mal conheço, mas que se ofereceu para ficar com ela e me ajudar a encontrar um lar para a pequeninha. E preciso fazer um trabalho que eu deixei, sim, para o último dia, porque, né? Sou brasileira.

Aí eu dei uma espiadinha no facebook e me inteirei d’O Horror. É só o que tem lá, no “feice”. Horror. Tragédia. Tristeza. No Rio Grande do Sul, surgem (de onde?) centenas de Brigadianos para proteger a Casa do Povo do… povo. Na Turquia matam um diplomata russo. Na Suíça, atiram contra pessoas em uma mesquita. Na Alemanha, um caminhão atinge um centro de compras e pelo menos 9 pessoas morrem.

De resto, vejo muita intolerância, muito desrespeito. Um homem agride a mulher que, pasme! É delegada. Em sua defesa surge outra mulher, que também apanha. É tão perversa essa cultura do estupro e do machismo, que a delegada apanhava do marido e não tinha coragem de sair daquilo. Ela, que dentre outras tantas que passam pelo mesmo, tinha muito mais condições: tem porte de arma, treinamento, pode pedir ajuda a colegas, não a estranhos. É muito triste.

Eu, na minha vidinha, tento fazer o que eu posso. Uma coisa de cada vez. Proteger a minha filha da perversidade do mundo. Tentar ME proteger disso (cada vez mais convencida a largar o “feice” de mão). Tentar ser amiga dos meus amigos. Disseminar boas mensagens, notícias, fatos. Ajudar os bichinhos, ajudar as pessoas. Estou LONGE, anos luz de ser perfeita (nem acredito em perfeição), não gosto de selfies e tampouco de falar do (pouco) que eu faço. Mas faço. É das poucas coisas que me movem.

Acredito que muitas pessoas, assim como eu, estão tentando o seu melhor. Fazer melhor, ser melhor. Mas outras… não. E precisamos lutar para que essas pessoas deixem de existir. Não acredito em violência como solução para nada. Precisamos pensar no que pode ser feito para que aqueles que odeiam, deixem de odiar. Para que os que fazem os outros sofrerem, deixem de existir, não se multipliquem, se extingam.

Me ajuda aí.

Feliz Natal.

O Milagre da Manhã (The Miracle Morning)

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Descobri o #MiracleMorning através do Instagram da Kara, aka Boho Berry. Ela é uma americana que faz bullet journal, ou #bujo, e segue as práticas recomendadas por Hal Elrod em seu livro The Miracle Morning, recentemente lançado no Brasil com o título de “O Milagre da Manhã“.

Eu descobri sobre esse livro lá no começo do ano, baixei para o Audible e o ouvi já 3 vezes. O livro é curto, e muito bom. Nele, Hal conta sua saga de ter sofrido um acidente gravíssimo de trânsito aos 20 anos, do qual ele conseguiu se recuperar, com poucas seqüelas (teve um dano cerebral e os médicos lhe disseram que ele não voltaria a andar), até quando, mais adiante, teve sérios problemas financeiros e precisou dar uma nova reviravolta em sua vida. Ele criou uma rotina matinal que o ajudou a sair do buraco e da depressão, tornando-se um coach bem sucedido e fazendo do livro The Miracle Morning, não só um best-seller, como também um movimento mundial (dica: procure no youtube, há inúmeros vídeos de pessoas que mudaram as próprias vidas após começarem a implementar a rotina de Hal no seu dia-a-dia).

Encontrei a Miracle Morning numa foto da Kara que mostrava o gráfico que ela fez para o que o Hal chama de “level 10 life” (ou, numa tradução literal: vida nota 10). Fiquei super interessada nisso e fui atrás. No livro ele fala sobre esse conceito, e também explica tudo sobre os SAVERS, que são os 6 hábitos a serem praticados pela manhã, pra começar todos os dias com o pé direito: S -ilence (silêncio): use os primeiros minutos do seu dia para meditar ou apenas sentar em silêncio, sem se jogar direto nas atividades domésticas, nem no celular; A -ffirmations (afirmações): afirme para si mesmo as coisas que quer ser/obter; V – isualization (visualização): visualize seus objetivos, imagine as coisas que você deseja nos mínimos detalhes; E -xercise (exercite-se): essa é fácil, vale qualquer coisa, desde que você se movimente; R -eading (leitura): tire uns minutos da sua manhã para ler livros que possam acrescentar algo à sua vida e, por fim, S -cribing (escrita): adquira o hábito de escrever algumas linhas num diário todos os dias, vale escrever sobre seus objetivos, ou simplesmente contar como foi o dia anterior.

Ele prega que tirar o começo da manhã para você mesmo vai fazer sua vida melhorar em todos os aspectos. Quem é mãe ou pai, sabe como é difícil tirar um tempinho só pra si, e não resta muito alternativa a não ser fazer isso antes de todo mundo acordar. Eu consegui fazer isso por um tempinho, depois voltei pro velho acordar correndo, sem tempo nem de tomar café, às vezes.

Mas quero retomar, porque quando eu estava acordando cedo e tirando esse tempinho pra mim, meus dias rendiam um monte, e eu estava me sentindo super bem e motivada.

Agora em novembro o Hal Elrod vai fazer o Desafio do Melhor Mês, e eu quero fazer junto. Começa amanhã. Vamos?

 

Lista dos livros que li em 2016

Janeiro

1. Wild – Cheryl Strayed

2. The Miracle Morning – Hal Elrod (audiobook)

3. Na Berma de Nenhuma Estrada – Mia Couto

Fevereiro

4. O Irmão Alemão – Chico Buarque

5. A Desumanização – Valter Hugo Mãe

Março

6. A Walk in the Woods – Bill Bryson

7. Fábulas de Esopo

8. The Power of Habit – Charles Duhigg (audiobook)

Abril

9. The Achievement Habit – Bernard Roth (audiobook)

10. A Supposedly Fun Thing I’ll Never Do Again – David Foster Wallace

11. This is Water – David Foster Wallace (audiobook)

Maio

12. The Power – Rhonda Byrne (audiobook)

13. Historias desaforadas – Adolfo Bioy Casares

Junho

14. 101 dias em Bagdá – Asne Saasgard

15. Tiny Beautiful Things – Cheryl Strayed

16. Presence – Amy Cuddy (audiobook)

Julho

17. Raiz Forte – Lemony Snikett

18. Toda Luz Que Não Podemos Ver – Anthony Doerr

19. O Paraíso são os Outros – Valter Hugo Mãe

Agosto

20. Rising Strong – Brené Brown (audiobook)

21. The Ocean by the end of the lane – Neil Gaiman

22. Alucinadamente Feliz – Jenny Lawson

Setembro

23. Os Afetos – Rodrigo Hasbún

24. A Arte de Amar – Thich Nhat Hanh

25. O Ano em que te conheci – Cecelia Ahern

Outubro

26. Nenhum Lugar – Neil Gaiman

27. Cinco Esquinas – Mario Vargas Llosa

28. O Homem Mais Rico da Babilônia – George S. Clason

Novembro

29. Confissões do Crematório – Caitlin Doughty

30. A Filha Perdida – Elena Ferrante

31. Everything Belong To Us – Yoojin Grace Wuertz

32. Leocádio, o Leão que Mandava Bala – Shel Silverstein (não tinha colocado nenhum livro de criança aqui, mas li vários esse ano porque leio para minha pequena, mas os livros do Shel são tão bons! Vale a menção)

Dezembro

33. As Cinco Linguagens do Amor – Gary Chapman

34. A Mágica Transformadora do F* – Sarah Knight

35.

 

 

 

O dia em que eu não salvei o cão

Eu dirijo habilitada desde os 19 anos. Nesse tempo todo, nunca me envolvi em acidente de trânsito. O máximo da barbeiragem foi bater na parede da garagem manobrando o carro, logo que eu tirei a carteira. E também nunca atropelei ninguém, nem um bichinho.

Bichinhos atropelados sempre me cortam o coração. Sempre. Eu dirijo sempre atenta, justamente para nunca atropelar nenhum. Já tinha pensado na minha cabeça mil vezes como, na estrada, às vezes deve ser impossível desviar de um animalzinho e, de repente, o motorista pode nem vê-lo. Sei que acidentes acontecem e nossas estradas não são construídas de maneira a minimizar danos, sejam ambientais ou humanos.

Num sábado de setembro passado, num dia de bastante calor e sol, eu me dirigia a Porto Alegre pela RS 448, a rodovia do parque. Avistei um cachorro adiante no meio da pista, achei que estivesse morto, mas ele tentou levantar a cabeça e imediatamente parei o carro no acostamento. Minha filha estava comigo no carro e perguntou: por que a gente parou, main? O que houve? E eu disse que tinha um cachorro atropelado no meio da estrada, que ele ainda estava vivo e que eu não poderia deixá-lo ali, que ia resgatá-lo. Eu senti o medo na vozinha dela quando ela disse: mas main, aí tu vai ter que ir no meio dos carros.

Como eu faço desde que ela nasceu, eu expliquei o que iria fazer: descer do carro, esperar os carros passarem, correr, pegar o cachorro e voltar para o carro. Sim, eu sei que foi perigoso. O trânsito estava bem intenso e eu fiquei macaqueando no acostamento, tentando sinalizar para os carros não passarem por cima do bichinho. Nisso um caminhão enorme passou literalmente por cima do cachorrinho, ele não tinha como desviar, mas como era alto, passou e o bichinho ficou embaixo, no meio, meu coração quase parou. Em seguida, houve uma pausa no tráfego, eu corri, peguei o bichinho sangrando nos braços e corri de volta para o acostamento. Coloquei-o dentro de uma caixa que eu tinha no porta-malas e rumei para Porto Alegre.

Assim que cheguei na UFRGS, na Sarmento Leite, parei o carro e comecei a telefonar para meu marido, uma amiga que é veterinária e outra que resgata animais, porque eu não tinha idéia de onde levá-lo. Ele estava agonizando. Meu marido disse que ia procurar um lugar na internet, mas eu rumei para o hospital veterinário da UFRGS, na Agronomia, pois foi o único lugar que me ocorreu. Chegando lá, estava fechado, mas minha amiga veterinária me retornou a ligação e me indicou o Hospital de Clínicas Veterinárias do RGS, que fica na Rua Dr. Murtinho.

Me dirigi até lá subindo a Bom Jesus, entrei com o cachorro na caixa e minha filha descalça atrás (ela tem mania de tirar os sapatos dentro do carro), logo me passaram para a sala da veterinária. Eu o deixei lá com o coração em frangalhos. No carro, minha filha havia me perguntado se o levaríamos para casa e eu disse que sim, que íamos deixá-lo no hospital e quando ele ficasse bom, viria morar conosco e perguntei qual nome ela queria dar pra ele: Lilico. Ele foi Lilico por umas 3 horas, eu acho.

Lilico era um tanto parecido com o nosso cachorro Dudu: magrela, branco malhado de preto, com lindos olhos castanhos que me olhavam cheios de dor e com um risco de esperança no fundo. Eu queria muito que ele tivesse sobrevivido, queria mesmo. (O Dudu é branco malhado de marrom e tem olhos verdes)

Mais tarde a veterinária me ligou para dizer que ele não resistiu, e eu fiquei muito, muito triste. Eu ainda fico triste. Eu acho que eu demorei muito pra encontrar socorro e, talvez, se tivesse conseguido chegar antes num hospital veterinário, quem sabe ele tivesse sobrevivido. Esse episódio me ensinou que não adianta nada a gente querer ajudar, se não estiver preparado para isso.

Agora, eu fiz uma lista de locais onde há atendimento especializado de emergência, 24h, com estrutura para acidentados de trânsito. Essa lista fica dentro do meu carro, junto com uma caixa maior que ainda tenho que providenciar, bem como uma toalha, lencinhos umedecidos e álcool gel.

O resumo da ópera foi um gasto de mais de 300 reais, um cãozinho morto, e muita tristeza. Me consola muito pouquinho saber que ele não foi atropelado mil vezes até virar pó.

Ontem, voltando de Porto Alegre para casa, um cachorro quase se atirou na frente do meu carro também na RS 448. Eu o vi, buzinei e ele voltou para o acostamento. Eu parei o carro e tentei chamá-lo, mas ele correu pelo acostamento na chuva, enquanto eu o chamava. Eu espero que, ao menos ontem, ele não tenha sido atropelado. Não é fácil salvar um bichinho atropelado: você corre risco de também ser atropelado, causar um acidente, ser mordido ou arranhado, e ainda gasta bastante dinheiro.

Mas se você, como eu, também não conseguiria deixar um cãozinho ferido no meio de uma estrada, segue a lista dos locais aonde poderia pedir ajuda:

Hospital de Clínicas Veterinárias do Rio Grande do Sul
R. Dr. Murtinho, 324 – 3334-0265
Atendimento 24h

(Achei o atendimento deles excelente)

Hospital veterinário Lorenzoni – (51) 3221.4239
Getúlio Vargas, 217 – Menino Deus – Porto Algre
http://www.hospitallorenzoni.com.br/

Planet Dog Clínica Veterinária 24 Horas – (51) 3335-2888
Rua Mariante, 735 – Rio Branco – Porto Alegre

Clínica Veterinária Dr. Paulo Guinter – (51) 3311-0594
Rua Felipe Camarão, 203 – Bom Fim – Porto Alegre

Criebem Veterinários 24 horas – (51) 3336-3132
Av Professor Oscar Pereira, 3366 – Glória – Porto Alegre

Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS – não atende sexta à tarde, nem aos finais de semana
Atendimento – telefones: (51) 3308-6112
(51) 3308-6095
(51) 3308-6111
Av. Bento Gonçalves, 9090 – Agronomia Porto Alegre/RS CEP 91540-000

VetCare – Plantão 24Hhttp://www.vetcare-rs.com.br/servicos.php
Médico veterinário responsável – Dr. Fábio Gehring – CRMV/RS: 4539
Av Independência, 359 | Bairro Independência | Porto Alegre/RS

Centro Veterinário Barão do Amazonas – Plantão 24h – http://www.centroveterinariobarao.com.br/servicos/
Rua Barão do Amazonas, 1450
Fones: 3336-5239 e 3339-2885

Fones: (51) 8039-2330 (51) 8134-9358 (51) 8443-0878 (51) 9255-8222

Mundo Animal – hospital 24h – http://www.mundoanimalpoa.com.br/hospital-24h/
Rua Silva Jardim, 43 Fone: 3333-5750

 

Lugar Nenhum – Neil Gaiman

Originalmente publicado no blog do Clube do Livro de Porto Alegre.

Esse livro foi sugerido por mim para ser a leitura do mês de outubro, mas perdeu a disputa para Cinco Esquinas, lançamento do prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa. Mesmo assim, quis lê-lo, porque sou fã de Neil Gaiman e adorei o livro!

O livro, originalmente concebido como uma mini série de tv para a BBC, foi sendo reescrito ao longo do tempo, e acabou virando também uma radionovela (olha que termo antigo!), com nada menos que Bennedict Cumberbatch e James McAvoy no elenco (preciso desses arquivos de áudio! Alguém consegue pra mim?).

A versão publicada recentemente no Brasil veio com o subtítulo de “edição preferida do Autor”, já que Gaiman foi reescrevendo a história até chegar neste livro, que ele diz que não pretende mudar. Na história, acompanhamos a vida de Richard Mayhew, um cara pacato, noivo de uma mulher controladora e um tanto fria chamada Jessica, que tem um bom emprego e uma vida normal, até que um dia, a caminho de um jantar, ele se depara com uma garota ferida e decide ajudá-la. A partir daí tudo vira, literalmente, do avesso: ele vai com ela para a Londres de Baixo, uma Londres que existe embaixo da cidade “real”, a de cima, e onde eles vivem muitas aventuras.

A proposta de Gaiman é usar a fantasia para falar sobre “pessoas invisíveis”, aqueles deixados à margem da sociedade por vários motivos, e tem algumas passagens que eu achei bem tristes. A leitura é bastante dinâmica, já que o enredo tem bastante ação. O final talvez seja surpreende para alguns, mas não foi para mim, o que não tirou meu interesse da leitura de qualquer maneira.

Ao final, o livro traz um prólogo que não tinha constado da edição original, e também um conto relacionado à história do livro, escrito por Gaiman após a realização da série de rádio pela BBC.

O livro tem personagens muito ricas, como o Marquês de Carabás (lembram do Gato de Botas?), a menina Door, a caçadora Hunter, num mundo onde ratos falam, existem feudos, baronatos e condados e, até mesmo, um anjo caído, Islington.

Gaiman é um mestre da fantasia e sua descrição dos intrincados caminhos da Londres de Baixo é magistral. A leitura é deliciosa e eu super recomendo esse livro, apesar de ainda ter gostado mais de O Oceano no Fim do Caminho, livro sobre o qual falarei mais adiante em outro post. Nota 9.

Serviço:

Editora no Brasil – Intrínseca

Número de Páginas: 336

Preço médio: R$30

 

O ano em que te conheci – Cecelia Ahern

o-ano-em-que-te-conheciPublicado originalmente no blog do Clube do Livro de Poa

O Ano Em Que Te conheci, livro de Cecelia Ahern, autora do famoso PS. Eu te Amo, é um livro sobre auto descoberta e amizade. Sobre como as aparências, em geral, estão longe de corresponder à realidade. Este foi o livro do mês de setembro no nosso clube do livro.

Eu só tinha lido um outro livro de Cecelia, The Book of Tomorrow, ou O Livro do Amanhã. Eu li em inglês e achei o livro muito bom. Como ultimamente anda super caro comprar livros importados, mesmo paperback ou no kindle, comprei O Ano em que Te Conheci traduzido mesmo, apesar de que, quase sempre, tenho problemas com traduções (eu sou tradutora, então sou implicante). A tradução é boa, mas poderia ser melhor. Também prefiro ler o livro no idioma original quando eu posso.

A história começa quando Jasmine é demitida do emprego, em uma empresa que ela mesma ajudou a criar, e colocada em uma licença remunerada de um ano, para que não vá trabalhar para a concorrência. De início, parece bom. Logo, parece horrível. Isso porque Jasmine, com tanto tempo livre, começa a perceber coisas sobre sua vida e sobre si mesma que antes não tinha tempo, nem disposição para notar e pensar a respeito. Sem muito o que fazer, e para fugir dos próprios problemas, Jasmine começa a observar a vida do vizinho da casa em frente, Matt, um famoso radialista, alcóolatra e cheio de problemas.

Jasmine detesta Matt: ela o acha arrogante, pensa que ele apenas cria polêmica em seu programa de rádio para divertir-se às custas de pessoas grosseiras e ignorantes, ajudando a disseminar preconceito e intolerância. Diverte-se com a vida problemática do vizinho, ao mesmo tempo em que se sente mal por isso. Por criar uma confusão ao vivo durante o ano novo, Matt também é demitido e colocado em licença, o que propicia o surgimento de uma amizade entre ele e Jasmine, regada com compreensão mútua, mas também muita hostilidade da parte dela. O motivo da agressividade de Jasmine, Matt só vai entender quase no final de história, depois que ambos vivem uma jornada de redescobrimento de si mesmos e das próprias vidas.

O livro é um pouco arrastado no começo, ficando mais interessante do meio para o final. Tem algumas situações que são muito regionalizadas (a história se passa em Dublin, na Irlanda, e algumas coisas são difíceis para nós, brasileiros, concebermos, como essa licença remunerada de um ano – tudo o que a gente queria! –  que tanto Jasmine, quanto Matt, vêem como um castigo e não uma benesse), algumas coisas mal desenvolvidas, mas no geral é uma leitura fluída e agradável.

Não fez tanto sucesso no clube, alguns membros sequer chegaram na metade do livro, deixando-o de lado. Eu li rápido e dou nota 7 pra ele.

Serviço:

Editora no Brasil – Novo Conceito

Número de páginas: 336

Preço médio: R$25

17 coisas pra fazer antes de 2017

Essa é uma hashtag #17before2017 criadas por blogueiras que curtem bullet journal. Eu super curto, mas até agora não consegui fazer um. De qualquer maneira, sigo várias dessas moças pelas redes sociais da vida, e vi essa proposta e achei super legal.

Faltam apenas 78 dias para chegarmos a 2017, mas eu acho que ainda dá tempo.

Bora fazer sua lista?

Segue a minha:

1- renovar o passaporte da minha filha; (já está agendado para o final de outubro)  YAY! Done!

2- reorganizar as finanças (atualizar o ynab, readquirir o hábito de anotar todos os gastos, refazer os orçamentos para categorias);

3- planejar a viagem de final de ano;  DONE!

4- planejar o aniversário da minha filha;

5- fazer móvel sapatos e quadro de avisos;

6- levar a minha filha pra fazer radiografia e marcar otorrino e pneumo, agendar consulta pediatra; (agendadas essas consultas)

7- ir no médico do Botox com a Preta;

8- fazer coaching (se o orçamento permitir); (fiz uma sessão muito legal e não deu pra continuar porque a coach teve alguns problemas pessoais)

9- retomar o Miracle Morning;

10- reorganizar o armário da minha filha; DONE!

11- imprimir fotos e fazer ao menos um álbum;

12- imprimir fotos para o aniversário da minha filha;

13- fazer todo o curso do Coursera sobre felicidade; (acho que vou trocar esse porque estou achando meio chato)  trocando para – mandar lavar meu carro, por dentro e por fora, porque tá soda.

14- ler ao menos 30 livros em 2016; DONE! (Início de novembro/16)

15- fazer um ensaio fotográfico antes do aniversário da minha filha; (orçando…) – (agendado!)

16- fazer todo o curso do Future Learn;

17- comprar mais uma Perky pra mim. DONE!

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